(Source: durador, via amorpsicodelico)


“Jovem princesa, dona de um castelo destruído. Garota bonita, de corpo esguio e franzino, mas com belos e profundos olhos azuis. Forte guerreira, com jeito de amazona, não se deixava abater por qualquer bobagem, todos a achavam forte como uma rocha. É, grande erro da parte deles, ela não era nada disso que eles pensavam. Existia nela um pequeno coração amargurado, abatido por conta do tempo. O tal senhor tempo, aquele que era pra resolver tudo, mas no caso dela nada resolvia. Talvez seu coração nem existisse mais de tão despedaçado que estava, sofrerá por vários amores, vários que não valiam à pena. Talvez ela não fosse à única idiota que existiu, todos os seus “príncipes” também foram. Pegaram a ultima carta do baralho que sustentava o seu castelo e simplesmente retiram sem dó e nem piedade, e depois disso não fizeram nada pra consertar. Só foram embora, e junto de cada um deles levaram um pedaço dela. Ela já sabia que nada era como ela esperava, que nem tudo iria dar certo, ingênua acreditou. Viveu várias farsas, inventou vários sonhos e viveu muitos amores. Amores pelo qual só ela ama, não era recíproco, amor que era só mais uma mentira que a humanidade impôs sobre ela. Tentou varias vezes reescrever a sua dolorosa historia, começando por “Era uma vez em um reino muito distante”, e terminando com o tão sonhado “e viveram felizes para sempre”. Sabia que isso era mais uma mentira, mais um sonho. Até que acordou e percebeu que não passava de uma plebéia, uma plebéia de sonhos medíocres e clichês que nunca se tornaram realidade.” — ( poetisa nostálgica )
(Source: lisonjear, via amorpsicodelico)
